Introdução

A concepção deste site tem como objetivo propiciar ao internauta, a possibilidade de descobrir que no silêncio, os símbolos presentes nos túmulos, produzidos com certo gosto artístico, despertam os mais profundos e significativos sentimentos.

A luta pela secularização dos cemitérios brasileiros iniciou-se em 1870, sob a responsabilidade de políticos republicanos e das ordens maçonicas. Podemos considerar que a produção funerária no Brasil, realizada no transcorrer da Primeira República é proveniente de duas situações distintas. Nos centros metropolitanos importaram-se mausoléus de “estilo” da Europa; construíram túmulos com esculturas realizadas por brasileiros, imigrantes e descendentes de italianos, portugueses, franceses e alemães considerados como acadêmicos e alguns tidos como modernistas. No interior do país, predominou um tipo de produção padronizada inspirada nos modelos registrados nos manuais especializados da Europa, efetuada em marmorarias locais. Dentro desta gama de variedades, ainda existem túmulos que se apropriaram do emprego de materiais regionais, acentuando, assim como nos demais, motivos religiosos, elucidativos e vernaculares.

Acreditamos, que uma vez colocado a disposição dos internautas afins, esse material propiciará o acesso a uma documentação rara, favorecendo outras investigações sobre arte funerária no Brasil.

– Maria Elizia Borges.

Maria Elizia Borges

Pesquisadora de produtividade do CNPq (PQ-1D). Ministra aulas nos Programas de Pós-Graduação em História (FCHF), Universidade Federal de Goiás. Tem artigos publicados no país e no exterior sobre arte funerária no Brasil. Livros publicados: A pintura na “Capital do Café”: sua história e evolução no período da Primeira República (1999); Arte funerária no Brasil (1890-1930) ofício de marmoristas italianos em Ribeirão Preto = Funerary Art in Brazil (1890-1930): italian marble carver craft in Ribeirão Preto (2002); Estudos Cemiteriais no Brasil: catálogos de livros, teses, dissertações e artigos (org.,2010). Integra o Comitê Brasileiro de História da Arte, a Associação Brasileira de Críticos de Arte, a Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas, a Association for Gravestone Studies (USA), a Red Iberoamericana de Valoración y Gestión de Cementerios Patrimoniales e a Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais.

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